Vladimir Safatle: saída pela esquerda

Um comunicado emitido pelo PSOL no último final de semana deu como encerrado o projeto de candidatura de Vladimir Safatle para o governo de São Paulo.

A decisão dividiu a militância do partido e, para muitos, acabou com a possiblidade de uma frente ampla de esquerda para discutir o Palácio dos Bandeirantes. E gerou um disputa de versões sobre o que, de fato, havia ocorrido.

Dois dias depois de seu "afastamento", o professor Vladimir Safatle recebeu a equipe do FLUXO para uma conversa da Faculdade de Filosofia da USP, onde leciona. 

Discutiu as razões da retirada, sua decepção com o PSOL, com a cultura e os rumos da esquerda partidária. Tratou dos novos movimentos sociais, das novas lógicas de articulação política desvinculada de partidos, do Partido dos Trabalhadores, da emergência de uma nova direita no país e de como imagina uma democracia mais permeável ao povo no século 21.

Nesse trecho o professor discute democracia direta, o imaginário desgastado da esquerda na população, o regressão no debate econômico no mundo...

Aqui o professor fala sobre a ascensão de uma nova direita no Brasil, o papel tímido da esquerda em pautar as eleições, a importância de tomar o poder institucional, sua decepção com os resultados das primaveras globais, novos paradigmas de governança, o pós junho no Brasil, sobre a diferença entre PT e PSDB, Alckmin e sobre suas não pretensões eleitorais de agora em diante. 

Câmera e edição: Carol Quintanilha