Eleições 2014: Eduardo Jorge (PV)

"99% de quem estuda o assunto diz a mesma coisa: a perspectiva ambiental é desesperadora. E para que a gente está, ainda assim, indo para o baile da Ilha Fiscal"

Eduardo Jorge tem uma longa trajetória política. E faz questão de contá-la aos detalhes. Talvez por isso, sua entrevista ao Fluxo, combinada para os tradicionas sessenta e poucos minutos, bateu quase duas horas. 

Baiano de Salvador, militante de esquerda desde os 19 anos, foi comunista clandestino, preso e torturado pela ditadura. Em São Paulo seguiu seu caminho político em movimentos sociais e organizando conselhos populares de medicina.

Foi um dos fundadores e importantes articuladores políticos do PT.  Um dos primeiros deputados estaduais pelo partido. Depois eleito Deputado Federal Constituinte, colega de bancada de Lula no Congresso.

Assumiu a cadeira de Secretário de Saúde de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo. Depois, de volta ao Congresso, foi o líder de uma coalizão de esquerda que articulou o impeachment de Fernando Collor. Foi quando sua desilusão com o PT começou. Após Itamar Franco assumir a presidência, Eduardo Jorge queria que seu partido fizesse parte de um governo de coalizão. A recusa do PT fez com que Eduardo Jorge pensasse que o PT estava priorizando o partido em detrimento do país. 

Ainda assim, seguiu no PT e assumiu novamente, na gestão Marta Suplicy em São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde. Quando deixou o cargo, deixou também o partido. Sentiu-se traído com o tipo de política de prioridades que foi estabelecida no financiamento e nas campanhas do PT para as chapas de deputados.

Filiou-se ao PV. E foi por esse partido que aceitou o cargo de Secretário do Verde de São Paulo nas gestões Serra e Kassab. 8 anos no cargo. E agora, no PV pós-Marina Silva, Eduardo tenta seu primeiro cargo executivo. O de Presidente da República.

EDUARDO JORGE (Parte 1)
Nesse trecho, o candidato conta sua biografia, da juventude até hoje. De como entrou para a luta no comunismo clandestino durante a ditadura, sua entrada e saída do PT. Sobre sua visão do que era a luta política para ele parte de sua geração.  Conta sua desilusão no partido dos trabalhadores e sua entrada no PV. E fala sobre o papel do Partido Verde na reforma do capitalismo e do socialismo no mundo. E como se considera um homem de esquerda fazendo parte da gestão Serra/Kassab.

EDUARDO JORGE (Parte 2)
Nesse trecho o candidato do PV detalha as razões de sua saída do PT, conta os bastidores das articulções políticas durante de depois do impeachment de Collor que culminaram na cisão definitiva de PT e PSDB. Um grande equívoco, na opinião de Eduardo. Elabora sobre a decepção com Partido dos Trabalhadores que, na sua opinião, representa uma mentalidade política arcaica. E conta como acabou entrando para a gestão Serra/Kassab na prefeitura. de São Paulo. 

EDUARDO JORGE (Parte 3)
Nesse trecho o candidato defende de modo veemente a gestão Serra/Kassab na prefeitura de São Paulo, principalmente sua atuação como Secretário do Verde da cidade. E como a metrópole estaria, graças a esse gestão, na vanguarda ambiental do Brasil.
Fala sobre urbanismo, mobilidade urbana, ciclovias, plano diretor, cidade densa e o programa de inspeção veicular que gerou controvérsias e denúncias.

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EDUARDO JORGE (PARTE 4)

Nesse trecho o candidato discute o que para ele é o maior, senão o único, fato político relevante no mundo. A iminência de uma grave crise climática que obriga o mundo a rever todas suas regras e planos a partir dessa perspectiva. Fala sobre como pretende levar esse debate às eleições e, nesse sentido, iguala todos os partidos: cegos para o assunto.

EDUARDO JORGE (Parte Final)
Na quinta e última parte da entrevista, Eduardo Jorge trata das perspectivas do PV após a saída de Marina Silva, a maior expressão eleitoral que o Partido Verde teve em sua história.
Faz críticas à forma como Marina e o Partido trataram o segundo turno das eleições de 2010, questiona o personalismo da Rede Sustentabilidade, elabora sobre seu programa eleitoral e qual deve ser seu papel no debate eleitoral.

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