Eleições 2014: Gilberto Maringoni (PSOL)

"A transformação não é só possível. 
É necessária. 
A gente precisa votar quase 
que em legítima defesa!"

Jornalista, cartunista e professor. Militante da esquerda brasileira e ex-filiado ao PT, Gilberto Maringoni disputa sua segunda eleição. A primeira foi tentando uma vaga na Câmara de Vereadores de São Paulo. 
E agora é o cabeça da chapa do PSOL para o Palácio dos Bandeirantes. 

Seu nome emergiu no meio da crise entre o partido e o então pré-candidato ao governo Vladimir Safatle que, decepcionado com a forma como o PSOL conduziu sua pré-campanha, abandonou suas pretensões eleitorais em 2014.

Alheio aos desentendimentos, Maringoni garante que nunca havia pensado em concorrer até que o partido o procurou. Lamenta a saída de Safatle. Mas pretende, com os modestos recursos de campanha, representar pautas e um eleitorado de esquerda que se encontram cada vez mais encurralados em um cenário político altamente conservador do Estado.

Em pouco mais de uma hora de conversa Gilberto Maringoni falou sobre o perfil do eleitor paulista. Sobre a falta de compreensão pública sobre o papel do governador. Algo que, em sua opinião, blinda Alckmin e contribui para a permanência dos tucanos no poder.
Comenta sobre a capitulação do PT diante de forças de direita no país. Sobre o papel no PSOL no imaginário político e na configuração eleitoral.
Fala sobre a Sabesp, sobre a crise a Polícia Militar.
E comenta o que, na sua opinião, deveria ser o grande debate político do país. Ainda ausente. A discussão de que grupos controlam - e que grupos deveriam controlar - o Estado brasileiro.

GILBERTO MARINGONI - Parte 1

Maringoni fala sobre o suposto conservadorismo do eleitor paulista. Das razões que ele atribui para os altos números eleitorais de Geraldo Alckmin. De como o eleitor não entende muito bem o papel do governo e de como essa falta de visão blinda o governador. E sobre a dura política repressiva do estado de São Paulo sobre os movimentos sociais e manifestações de rua.

GILBERTO MARINGONI - Parte 2
Diante de uma direita cada vez mais clara e com respaldo eleitoral, ele discute o que chama de "frouxidão" do PT diante desse cenário. Segue falando de polícia, de seu histórico e do que pode ser feito para transformá-la no âmbito estadual. E sobre a mentalidade policial que permeia também a sociedade. 

GILBERTO MARINGONI - Parte 3
O candidato entra no tema da polêmica em torno da retirada da candidatura de Vladimir Safatle pelo PSOL. Sobra a necessidade de uma renovação dos quadros intelectuais dentro da política partidária da esquerda. E sobre a importância que o PT teve, e ainda tem, na transformação da representação política do país.

GILBERTO MARINGONI - Parte 4
Maringoni reflete sobre um debate que, em sua opinião, está ausente hoje em dia dentro e fora das eleições. Qual o papel e quem deve controlar o Estado. Assunto que esteve em pauta nos grandes de virada política no Brasil. A partir disso, entra na questão da Sabesp e da crise hídrica em São Paulo. Que, em sua visão, tem a ver com o modelo privatista da empresa de água.

GILBERTO MARINGONI - Parte final
Maringoni fala sobre a imagem da esquerda entre os jovens. E o que ele entende que está na essência do pensamento e da ação política da esquerda nessa geração. Sobre a atual gestão e estado da USP. O que pensa para a Universidade. E sobre o modelo de sua campanha para o governo.

Câmeras: Carol Quintanilha e Fernanda Ligabue
Produção: Laura Escorel
Apresentação e montagem: Bruno Torturra
Entrevista gravada nos Estúdios Fluxo