FLUXO apresenta: SEM FILTRO

No dia 9/2, segunda feira, o Fluxo estreou Sem Filtro. Um programa para discutir, entender e trazer contexto para o colapso hídrico.

Para a estréia, convidamos Marússia Whately. Uma das maiores especialistas em recursos hídricos do país, ela é a coordenadora da Aliança pela Água. Uma associação de mais de 50 entidades que busca ampliar a consciência e propor soluções para as enormes dificuldade em torno da crise.

Marússia veio discutir com um painel de jornalistas convidados o chamado à ação, um plano de emergência que a Aliança divulgou naquele mesmo dia. O relatório pode ser lido em aguasp.com.br. Ou baixado AQUI.

A conversa durou mais de duas horas. E foi uma verdadeira aula sobre como São Paulo chegou a esse situação, sobre responsabilidades, a dimensão nacional do problema, o modelo de uso e a mentalidade em torno da água como mercadoria, o cenário de calamidade que se aproxima e os aspectos positivos que uma crise dessa dimensão pode ter.

Na bancada de entrevistadores:

Antônio Martins - editor do site Outras Palavras e colaborador do Conta d'Água.
Bárbara Gancia - GNT, Rádio Bandeirantes e FOlha de S. Paulo.
Claire Rigby - colaboradora de diversos veículos internacionais.
João Wainer - hoje repórter especial da Folha de S. Paulo.

A apresentação e mediação foi do Fluxo, Bruno Torturra.
Câmeras: Anali Dupré, Fernanda Ligabue, Karina Mascaro e Renata Ursaia.
Técnica de streaming e áudio: Bruno Pozzi (Pozzi labs) e Caíque Passos.

Aqui vai a íntegra do debate divida em 9 partes.
 

Parte 1 - A Aliança da Água e o Plano de Emergência
Marússia Whately conta um pouco sobre o que é Aliança e o chamado à ação lançado pelo grupo.
E a distância que existe entre o público, o poder público e as reais dimensões e aspectos da crise.

 

Parte 2 - Água e paralisia política
Marussia Whately discute com a mesa os números e cenários reais dos recursos hídricos e a necessidade de liderança política e um "racionamento racional".
 

 

Parte 3 Alckmin é o responsável? São Paulo vai virar Itu?
Na terceira parte da conversa, Barbara Gancia pergunta se o governador Geraldo Alckmin pode ser responsabilizado judicialmente pelas consequências da falta dágua em SP. A comparação com o exemplo de Itu.

 

Parte 4 - O lado positivo da crise. E a qualidade da água?
Marússia fala sobre a ampliação da consciência pública. Sobre a chance de uma mudança na relação com a água. Diferentes níveis de consumo e as prioridades de abastecimento em um cenário de racionamento. A questão da qualidade da água. O uso da Billins e porque não devemos buscar água mais longe de SP.

 

Parte 5 - O lado social da crise. Centro, periferia e o racionamento justo.
A mesa discute a falta do aspecto social na discussão em torno do racionamento. A capacidade de armazenamento e proximidade com os centros de abastecimento vão favorecer os bairros mais ricos? 
O uso da água potável para atividades não essenciais. A falta de racionalidade nas políticas de reuso. 
A comparação com outros países mais secos.
E o médio prazo. Como pode ser 2016?

Parte 6 - Saneamento não é obra. É serviço.
Marússia discute o padrão político de pensar saneamento como um conjunto de obras, e não um serviço, um sistema que depende de cuidado com dos manancias. E a compreensão da água como um direito, não mercadoria. 

 

Parte 7 - Água como fonte de lucro é sustentável?
O modelo de venda de água para gerar lucro e dividendos está por trás da falta de água? A crise é uma oportunidade para rever esse conceito. Quais indicadores deveriam estar nas prioridades dos prestadores de serviços de saneamento?

Parte 8 - A solidariedade acaba junto com a água?
As tensões aumentam na medida que a água acaba. Casos de brigas, conflitos e violência já começam a acontecer. Como evitar ou lidar com um eventual caos social? Como se preparar individual e coletivamente? Como a sociedade pode participar das soluções políticas?

Parte 9 - A calamidade pública é um cen´årio realista?
Será necessária a decretação de calamidade pública? Medidas de suspensão de direitos? Qual o tamanho do esforço e por quanto tempo teremos que fazê-lo?  Como regular os poços artesianos?
E o papel da imprensa em uma situação como essa?

E aqui, a íntegra do streaming, sem edição.