FREIXO: "O debate mais importante é a reforma política"

"HÁ UMA CONTRADIÇÃO NÃO APENAS PELA FORÇA DA OPOSIÇÃO, MAS PELAS ESCOLHAS DO PRÓPRIO GOVERNO. ESSA LÓGICA DE GOVERNABILIDADE QUE NÃO ROMPE, QUE NÃO PROPÕE ALGO OUSADO, É O GRANDE ERRO"

No aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro, dias antes da divulgação da lista de Janot, uma semana antes do pronunciamento de Dilma Rousseff e do panelaço que acirrou ânimos, polarizou ainda mais a política e dá novo significado aos protestos marcados para os dias 13 e 15 de março, o deputado estadual pelo PSOL/RJ recebeu a equipe do Fluxo em seu apartamento.
E discutiu em profundidade alguns dos aspectos que tanto definem quanto se ocultam nessa crise política, econômica e narrativa que vivemos. 

Para começar, o terceiro turno. A instabilidade, as pressões, contradições e oportunidades diante do governo Dilma. E sobre como, em sua opinião, a corrupção não pode ser tratada como o maior problema político do país. Mas sim sua reforma.
Elabora sobre o risco que o país corre de ver uma reforma pautada e aprovada por Eduardo Cunha caso não se informe e se mobilize. Em sua opinião, o pior - e mais provável - dos mundos.
Fala sobre qual modelo de reforma gostaria de ver em debate. 
Sobre a crise de representatividade e a perda de legitimidade dos partidos.
Sobre como os direitos humanos deveriam ser a baliza para o avanço democrático, para o entendimento da luta de classes no século 21 e para a medida real da saúde política do país. Faz uma crítica à esquerda, que não entende os DH's como fundamentais.
Comenta a recente mudança na PM carioca e suas perspectivas sobre a segurança pública no Rio e no país.
Na última parte conta como está planejando sua candidatura à prefeitura do Rio em 2016 e a necessidade de superar o que ele considera um modelo político falido de coalizão. E um modelo comercial de cidade que deve se encerrar depois das Olimpíadas.

Fala sobre sua segurança pessoal, as ameaças à sua vida e como anda sua vida pessoal desde que se apaixonou novamente. 

PARTE 2 - A REFORMA POLÍTICA

Freixo discute qual sua visão ideal de uma reforma política, as dificuldades da esquerda em pautar a sociedade e porque a criminalizarão dos partidos reforçam as práticas que foram responsáveis pela perda de credibilidade dos mesmos.

PARTE 1 - O TERCEIRO TURNO

Na primeira parte da entrevista, o deputado fala sobre as pressões, as contradições e a crise política que abala o governo Dilma. E sobre como o debate da corrupção pode manter distante da pauta a reforma política. E entregá-la aos interesses de Eduardo Cunha.

PARTE 3 - DIREITOS HUMANOS E DEMOCRACIA

A discussão em torno dos Direitos Humanos e como eles devem ser a medida básica para o avanço da democracia e da renovação da esquerda. Freixo discute o estado de deterioração dos direitos humanos e como tais abusos são encarados com naturalidade no país. 

PARTE 4 - PREFEITURA 2016

Na última parte da conversa, Freixo fala sobre os planos para sua candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro em 2016 e do modelo de cidade que está em disputa. Entende o final dos grandes eventos na cidade como um ponto de virada - e de falência - no modelo "comercial" do Rio. Trata também da difícil relação com a mídia, especialmente com a Rede Globo, durante 2014. Fala sobre as ameaças de morte, como é sua rotina e como está a vida agora que se apaixonou novamente.

CÂMERAS: RAPHA VIEIRA
APRESENTAÇÃO + EDIÇÃO: BRUNO TORTURRA