"Ele vai cair. Eduardo Cunha é um morto-vivo. Um zumbi político"

O deputado Jean Wyllys vive o primeiro ano de seu segundo mandato. E diz sem hesitar, logo no começo da entrevista: "Ser deputado nessa legislatura é pior para mim. Para o tipo de mandato que eu toco."
Parte central desse mal estar é a presidência de Eduardo Cunha na Câmara e a cultura política que ele representa e impôs. Curiosa, e adequadamente, Jean falou ao fluxo no final de semana em que evidências de que Cunha evadiu recursos e mentiu sobre sua renda fora do país. Evidências que podem ejetar Cunha de seu assento sem demora. Mas não sem consequências.

O destino de Eduardo Cunha, o papel do PT, da oposição, da imprensa na erosão do debate político no Brasil. As possiblidades políticas e a burrice articulada na rede social.  As causas que movem e as agressões que cansam o deputado. O desgaste da esquerda, a ascensão do conservadorismo social. Seu futuro político e o da esquerda. 

É sobre isso - e muitos outros temas que orbitam o mandato e a cabeça de Jean Wyllys - que ele reflete em mais de uma hora de conversa divida aqui em 5 partes.

A entrevista foi realizada dia 16 de outubro. E gravada Balsa, a casa de eventos vizinha de cima e parceira do Estúdio Fluxo no prédio Farol. 
 

Parte 1 -  A Não-Política no Congresso

Jean discute as diferenças centrais entre ser deputado até 2014 e ser deputado em 2015. O clima parlamentar, a quebra do ambiente republicano no Congresso, sobre o descompasso entre as mudanças no imaginário político da sociedade e das instituições.

Parte 2 - Cunha, o morto-vivo

Eduardo Cunha e a nova condição de "morto-vivo" do presidente da Câmara. Sobre os possíveis destinos de Cunha, os caminhos para seu afastamento e o papel do PT, o vexame de Aécio Neves e da oposição de direita nesse xadrez.

 

Parte 3 - A inclusão pelo consumo minou a esquerda?

Os escândalos e o desgaste do PT podem ter erodido a própria ideia de esquerda no país. Os limites e erros do lulopetismo, a ascensão da renda e do conservadorismo na sociedade. Cidadão vs consumidor. E o crucial papel da imprensa na criação desse imaginário político. E a visão de Jean Wyllys, o jornalista, sobre sua experiência de grande redação.

Parte 4 - O poder da rede... e o da burrice

Jean Wyllys fala sobre como o hiperfluxo de mensagens e comentários nas redes e de como o convívio diário com a burrice organizada afeta seu humor e sua disposição de seguir na política. E fala de como a rede, e a comunicação em rede, são estruturantes em sua ação no mundo.

Parte 5 - O futuro político de Jean Wyllys. E o da Câmara pós-Cunha. 

Jean Wyllys fala sobre seus planos políticos para o próximo ciclo eleitoral. E sobre como ele imagina a possível sucessão de Eduardo Cunha no comando da Câmara dos deputados.


 

Apresentação e edição: Bruno Torturra
Câmeras: Fernanda Ligabue e Emiiano Capozoli
Produção: Maria Shirts